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  A gestão com foco na geração de valor
Por Douglas Miquelof
 
Que o Mundo nos últimos anos tem se transformado em alta velocidade, não é novidade nenhuma. Porém, empresas tradicionais, sem flexibilidade, sem processos dinâmicos e sem inovação, têm desaparecido do dia pra noite, pois não conseguem atualizar sua gestão. Mas o que falta para estas empresas? Simples, falta uma gestão sistêmica com foco em geração de valor na cadeia (e fora dela) e coragem!

As empresas ainda acreditam que se relacionando com o Mundo terão vantagens competitivas. Mas aí o primeiro erro, elas precisam mudar e entender que o foco é se relacionar “com todo mundo”. Partindo deste ponto, as empresas precisam melhorar seus canais de comunicação internos e externos, favorecendo a prática de discussão em comunidade ou, um termo mais na moda, em redes sociais (e não necessariamente apenas pelo computador).

Exemplo se isso dá certo? O prédio do Media Lab (laboratório de estudos) do MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Boston permite que estudantes, cientistas, convidados ou pessoas que estão visitando as instalações possam participar das reuniões dos projetos em desenvolvimento. Para facilitar, a agenda de reuniões fica exposta em monitores por todo prédio (e no site), informando qual sala e quem são os responsáveis pelos projetos. Se você tem interesse, afinidade ou algo para contribuir no desenvolvimento, por exemplo, de uma roda para carros sem ar e que nunca fura, pode entrar e dar sua contribuição.

Mas, isso por si só, não despertaria interesse em centenas de pessoas que frequentam o prédio todos os dias, certo? Elas visitam e contribuem com os projetos, pois se tornam parte dele e serão reconhecidas por esta iniciativa, seja ela na melhoraria de um protótipo ou até mesmo para mitigar riscos que poderiam custar uma fortuna ao produzir ou prestar um serviço em escala. Outro ponto interessante é que a infraestrutura do Media Lab do MIT é acolhedora e admiravelmente inspiradora por sua arquitetura e desenho das salas de estudos e pesquisas, totalmente envidraçadas, bem arejadas, sinalizadas e iluminadas, tornando o local altamente agradável.

E a coragem? Estamos preparados para abrir as portas de nossas dependências e escritórios para inserir colocar uma agenda positiva e compartilhada de discussões, de inovações e melhoria de processos, produtos e serviços onde estejam envolvidos fornecedores, clientes, clientes dos nossos clientes, funcionários, comunidades do entorno, representantes de órgãos públicos, ONGs, imprensa e muito mais? Provavelmente não! Muitos empresários ou executivos devem estar pensando que isso é inviável, pois a exposição de suas estratégias poderiam ser surrupiadas, entre outros argumentos que vetam tal mudança disruptiva proposta neste modelo de gestão com foco em geração de valor.

Para finalizar, Google, IBM, GE, Microsoft, Coca-Cola, Walmart entre tantas outras, hoje sobrevivem deste novo conceito de gestão, onde toda a organização fica à disposição da comunidade (fornecedores, clientes, governo, comunidade local, etc), que por sua vez contribui para o processo de consolidação e geração de valor para a cadeia produtiva. É a troca e entrada destes novos personagens no processo de desenvolvimento de serviços e produtos, que antes ficavam do lado de fora das empresas, atrás das portas e portões, a principal fonte de recurso desta nova fase e conceito.

No próximo artigo, o conceito de gestão de conhecimento (Knowledge Management) aplicado na gestão com foco na geração de valor.
 
   
 
Douglas Miquelof
Douglas Miquelof - Diretor de Educação Executiva do IBMR
Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela USCS, tem pós-graduação em Marketing e MBA em Logística Empresarial pela FIPEP e MBA em Conhecimento, Tecnologia e Inovação pela FIA/USP.

Com mais de 15 anos de carreira, soma experiências em empresas nacionais e multinacionais, como Nissin Ajinomoto, NBF Logística, Rádio CBN, Rádio Globo nas áreas de marketing, comunicação, desenvolvimento de produtos, vendas, novas mídias, convergência digital, entre outras. É atualmente coordenador da área de projetos especiais do Jornal O Globo.

Como professor universitário é um dos responsáveis pela implantação e desenvolvimento do curso de Propaganda e Marketing da FMU, lecionando em várias disciplinas, além de coordenar os trabalhos interdisciplinares e a semana de Propaganda e Marketing.

 
 
 
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