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  Ambiente empresarial criativo para geração de valor
Por Douglas Miquelof
 
Começo este artigo com duas perguntas: a sua empresa possui ainda salas isoladas por departamento? Se a resposta é sim, a vantagem competitiva está comprometida.

Ao longo do tempo as empresas se organizaram de forma matricial, com organogramas que parecem um mapa de demarcação territorial, baseado em processos que para os anos de 1900 eram mais pertinentes aos modelos de gestão à época. Sabe-se que no passado, dado a “disputa territorial” pelo pseudo poder que gerentes e diretores acreditavam ter, estes cercavam seus domínios e profissionais da equipe com estratégias temerárias de grandes guerras. Imagine que, naquele tempo, o líder de produção estivesse aliado ao gerente da contabilidade, o que poderia ser fruto para colaboração e solução de problemas ou oportunidade de melhoria, era monitorado como afronta os limites excedentes às responsabilidades desenhadas para cada função.

O fato é que muitas empresas, mesmo que de forma enrustida, ainda são reféns deste modelo pouco colaborativo, com infraestrutura, principalmente a física, que dificulta o contato entre as pessoas de diversas áreas no dia a dia, com canais restritos de comunicação ou convivência, sem que se privilegie o trabalho com sinergia, engajamento e autonomia sempre alinhados às estratégias, metas e objetivos definidos pela alta direção da empresa, que fortalece os elos internos e amplia o conhecimento ao mundo externo onde cada um pode contribuir para mitigar riscos e aproveitar oportunidades para inovar. Muitos podem até se apoiar na justificativa “é a cultura da firma”, entre outros, mas o fato é que as empresas mais modernas, de ponta, que conseguem sobreviver através da sua capacidade e flexibilidade para mudar, inovar e aumentar sua capilaridade na troca de informações com todos os stakeholders da cadeia produtiva, tem mais chances de crescer e sobreviver nas próximas décadas, gerando lucro e reinvestimento.

Mas como fazer? Como preparar sua empresa para ampliar a troca de informações, potencializar a gestão do conhecimento entre funcionários, fornecedores, clientes e consumidores? O melhor modelo a seguir de forma estruturada é o coworking. Sua dinâmica é baseada em seis pontos: arquitetura, tecnologia, times, convivência, conveniência e flexibilidade, mas explicarei cada um deles no próximo artigo. O fato é que o coworking se compara a uma estrada moderna de cinco ou mais faixas de rolamento em substituição a uma antiga estrada de terra cheia de curvas, sem sinalização ou iluminação, sujeita a intemperes do clima. Além de aumentar o fluxo, velocidade, diminuiu os custos e riscos, se pagando em pouco tempo e favorecendo a geração de valor e riqueza para a empresa. Uma pesquisa breve pela internet pode dar uma leitura do que estou falando. Até o próximo!

 
   
 
Douglas Miquelof
Douglas Miquelof - Diretor de Educação Executiva do IBMR
Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela USCS, tem pós-graduação em Marketing e MBA em Logística Empresarial pela FIPEP e MBA em Conhecimento, Tecnologia e Inovação pela FIA/USP.

Com mais de 15 anos de carreira, soma experiências em empresas nacionais e multinacionais, como Nissin Ajinomoto, NBF Logística, Rádio CBN, Rádio Globo nas áreas de marketing, comunicação, desenvolvimento de produtos, vendas, novas mídias, convergência digital, entre outras. É atualmente coordenador da área de projetos especiais do Jornal O Globo.

Como professor universitário é um dos responsáveis pela implantação e desenvolvimento do curso de Propaganda e Marketing da FMU, lecionando em várias disciplinas, além de coordenar os trabalhos interdisciplinares e a semana de Propaganda e Marketing.

 
 
 
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