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  Coworking, destruir para construir – parte 1
Por Douglas Miquelof
 
A implementação do Coworking como conceito de gestão não será feito na base de remendos da atual prática empresarial que sua empresa vem adotando. Aquela frase que ouvimos de vários palestrantes do mundo corporativo, “destruir para construir” é um fator critico de sucesso para o modelo. O conceito exige lideres bem preparados e alinhados, para planejar e executar a mudança necessária. É preciso uma linha financeira bem dimensionada para suprir a mudança, seus impactos e rotas alternativas, pois o conceito atuará em toda estrutura operacional e de pessoas.

Como falamos no artigo anterior, o Coworking é suportado por seis pontos principais, que devem estar no plano da reconstrução. Hoje detalharemos três deles e no próximo artigo, os outros três.

1. Arquitetura

No quesito arquitetura, quebre as paredes e se desfaça dos móveis antigos, mesas e gavetas. Tenha grandes bancadas com espaço de 1,5 metro para cada funcionário, em um grande salão. Não existe lugar fixo para trabalhar. Faça dois ou três ambientes de convivência, como um jardim, sala de estar, até mesmo um fumódromo, todos regados a café, chá e água, tudo em um único ambiente, de forma integrada. A decoração, luminosidade e clima influencia demais na produtividade. Consulte especialistas no assunto.

Se sua empresa for de serviço que não exija ponto fixo, que tal contratar espaços de “hubs” espalhados pelas cidades, onde sua equipe possa operar onde for mais próximo e conivente dependendo da onde estão os seus clientes, facilitando o deslocamento principalmente nos grandes centros. Se não for possível para a empresa toda, faça por áreas a implementação do Coworking.

2. Tecnologia

Invista em tecnologia na nuvem. Acessibilidade às informações é um fator crítico de sucesso, além de alavancador de produtividade e mensurabilidade de resultados.

Outro ponto é a mobilidade. Disponibilize computadores portáteis (laptop, tablets e smartphones) com acesso remoto, mesmo no caso de softwares mais pesados ou com níveis de segurança avançados.

Conecte-se! Favoreça o uso de redes sociais, crie grupos fechados no Linkedin, Facebook, Instgram, Skype, Google Talk, etc. onde os funcionários possam interagir. Utilize também estas ferramentas como canal de endomarketing.

Elimine os papeis e, se necessário, tenha apenas uma única impressora/copiadora/scanner para um grupo entre 10 e 50 pessoas, de acordo com a demanda.

3. Times

É importante integrar os funcionários em uma dinâmica de times que juntos formam uma única equipe que ajudará a empresa a conquistar os campeonatos. É importante valorizar o papel que cada um tem dentro da conquista destes objetivos por suas responsabilidades funcionais e processuais, mas que não se limitem a entregar apenas aquilo que é pedido no job description.

Para fortalecer a ideia dos times, favoreça prêmios e incentivos para os trabalhos e metas atingidas em grupo, mas não deixe de reconhecer os talentos de forma individual através do monitoramento do desempenho do profissional mediante avaliação dele na visão dos colegas de grupo, reconhecendo o valor de cada um.

Não tenha perfis homogêneos, pois no Coworking a diversidade é a grande sacada, cabendo ao líder a responsabilidade na forma de conduzir e orquestrar os diferentes talentos e qualidades para ampliar sempre os resultados.

Nos próximo post, falaremos sobre Convivência, Conveniência e Flexibilidade.

Até breve.

 
   
 
Douglas Miquelof
Douglas Miquelof - Diretor de Educação Executiva do IBMR
Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela USCS, tem pós-graduação em Marketing e MBA em Logística Empresarial pela FIPEP e MBA em Conhecimento, Tecnologia e Inovação pela FIA/USP.

Com mais de 15 anos de carreira, soma experiências em empresas nacionais e multinacionais, como Nissin Ajinomoto, NBF Logística, Rádio CBN, Rádio Globo nas áreas de marketing, comunicação, desenvolvimento de produtos, vendas, novas mídias, convergência digital, entre outras. É atualmente coordenador da área de projetos especiais do Jornal O Globo.

Como professor universitário é um dos responsáveis pela implantação e desenvolvimento do curso de Propaganda e Marketing da FMU, lecionando em várias disciplinas, além de coordenar os trabalhos interdisciplinares e a semana de Propaganda e Marketing.

 
 
 
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