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  Coworking, destruir para construir – parte 2
Por Douglas Miquelof
 
Dando continuidade ao tema coworking como metodologia de infraestrutura criativa e de inovação para empresas que buscam aumentar a produtividade, com melhor integração das áreas, sinergia e qualidade, abaixo os outros três pontos do total de seis principais no plano da reconstrução:

Convivência
Um dos pontos mais importantes dentro do trabalho do redesenho na condução da metodologia do coworking é a convivência. Com estruturas de melhor arranjo estético e arquitetônico, através de bancadas de trabalho sem ponto fixo, favorece a integração de vários departamentos que antes eram separados por salas e baias, melhorando até mesmo o conhecimento do dia a dia de todos. Isso é um importante passo para que, por exemplo, a área de RH entenda melhor nuances e detalhes da operação dos departamentos e que possam ajudar na melhor captação e seleção de profissionais para substituição e/ou contratação de novos com o melhor perfil dentro do escopo de funções e tarefas desenvolvidas pela contabilidade, vendas, logística, etc.
Dentro ainda de convivência, se o coworking for implementado de forma correta e aceito positivamente pelos funcionários, boa parte do caminho para melhorar os índices de qualidade estarão resolvidos. Para consolidar o feito, comemore os resultados alcançados parando a operação por alguns minutos e compartilhe com todos. Desta forma, mesmo que seja algo de um departamento específico, o restante das áreas se sentirão como parte da conquista. Faça o mesmo para quando os resultados não forem bons e reforce que a solução esta na mão de todos.

Conveniência
Outro ponto importante dentro do desenvolvimento do coworking é garantir conveniência para as pessoas que façam integrações. Oferecer espaços específicos para reuniões, conversas privadas, fumódromo, alimentação e um espaço para café, chá, água, com alguns biscoitos ou frutas, salas de para leitura, descanso, jogos, etc., favorece a qualidade de desenvolvimento no dia-a-dia dos profissionais. Outro ponto importante, dependendo da configuração de infraestrutura necessária para operação da sua empresa é a escolha do local do seu escritório. Se ela é puramente serviços, muitos espaços podem ser adaptados em pontos de melhor acesso, favorecendo a mobilidade. Isso pode ser um fator interessante, pois estar próximo de estações de metro, trem e ônibus pode favorecer o acesso não apenas dos colaboradores, mas de fornecedores e clientes. Se puder oferecer estacionamento para motos e bicicletas, mais um facilitador de conveniência, e se for o caso, de estacionamento para carros. Um avanço dentro do item conveniência são vestiários, aonde as pessoas que chegam ou saem, podem trocar suas roupas de trabalho pelas roupas da caminhada, da bicicleta, da academia ou vice-versa. Se este espaço for disponibilizado para banho, melhor.

Flexibilidade
Um dos pontos fortes do coworking é a flexibilidade. Isso é interessante desde a necessidade de uma mudança rápida de endereço para outro ponto, caso a empresa esteja crescendo rapidamente ou por outro lado, caso precise reduzir seu tamanho, pois ela é escalável. Imagine ter que mudar seu escritório inteiro, por motivos não previstos. Se o coworking estiver implementado, o impacto em desligar a chave do antigo escritório na sexta-feira e ligar em um novo na segunda-feira da outra semana é mínimo, ainda mais se sua empresa estiver operando com planos de locação para mesas, cadeiras e equipamentos de tecnologia, telecom e infraestrutura, hoje mais conhecido como outsourcing. Outro destaque da flexibilidade é que pode-se incorporar atividades de fornecedores e outros stakeholders no dia a dia da empresa em processos e projetos de melhoria, inovação, readequação e gestão do conhecimento. Isso pode ser um fator crítico de sucesso para superação de mercado, lançamento de tendências e a dianteira neste mundo concorrido pelo cliente, gerando valor em toda cadeia.

Se sua empresa quer trazer a inovação para o centro do negócio e aumentar o valor em toda a cadeia, melhorando a gestão de relacionamento em todos os níveis, pratique o coworking.

Até nosso próximo artigo!

 
Leia também:
• Coworking, destruir para construir – parte 1
   
 
Douglas Miquelof
Douglas Miquelof - Diretor de Educação Executiva do IBMR
Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela USCS, tem pós-graduação em Marketing e MBA em Logística Empresarial pela FIPEP e MBA em Conhecimento, Tecnologia e Inovação pela FIA/USP.

Com mais de 15 anos de carreira, soma experiências em empresas nacionais e multinacionais, como Nissin Ajinomoto, NBF Logística, Rádio CBN, Rádio Globo nas áreas de marketing, comunicação, desenvolvimento de produtos, vendas, novas mídias, convergência digital, entre outras. É atualmente coordenador da área de projetos especiais do Jornal O Globo.

Como professor universitário é um dos responsáveis pela implantação e desenvolvimento do curso de Propaganda e Marketing da FMU, lecionando em várias disciplinas, além de coordenar os trabalhos interdisciplinares e a semana de Propaganda e Marketing.

 
 
 
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